CORPOS EM ALTA TENSÃO
Exposição do Acervo do MusA-UFPR

 

Energias, vibrações, pulsações.
Massas, líquidos, carne, pele.
Nervos, músculos, meridianos.
Mente, alma, espírito.
Sentimentos, desejos, prazeres.
Temperamentos, sentidos, sonhos.

 

Em 2026, o público recebe “Corpos em Alta Tensão”, exposição do acervo permanente do Museu de Arte da UFPR, com curadoria de Stephanie Dahn Batista, e co-curadoria de Luísa Lopes e Enzo Schiffer. A abertura acontece dia 28 de maio, quinta-feira, a partir das 18h30.

A mostra de longa duração é resultado de estudos nas disciplinas em História da Arte do curso de graduação em Artes Visuais da UFPR sobre a presença do corpo no acervo do museu universitário. Levantamentos quantitativos, análises qualitativas e interpretações a partir da interseccionalidade do corpo na arte contemporânea trouxeram um amplo e provocativo espectro à tona.

A proposta busca explorar a presença do corpo num amplo sentido na coleção permanente do MusA. Corpos expressivos, corpos fragmentados ou amorfos, órgãos pulsantes, corpos icônicos, corpos em sofrimentos, corpos de linguagens da pintura e escultura com suas camadas poéticas, propostas conceituais que colocam o corpo em movimento. Convivendo e tensionando um ao outro.

Os corpos representados nas obras são reflexo da própria constituição do museu: quem são os e as artistas presentes e quais experiências atravessam essa coleção? Em constante transformação, o acervo também evidencia lacunas explícitas, que dialogam com os contextos históricos tanto de sua constituição – com os modos pelos quais obras passam a integrar, circular e permanecer nesses espaços – quanto de narrativas da história da arte que passam por desafios em incluir pontos de vistas da diversidade racial e de corpos queer.

Nesse sentido, o acervo pode ser pensado como um corpo em permanente transformação, atravessado por escolhas curatoriais, pelas condições de sua manutenção e pelos desafios que acompanham sua continuidade, sempre ciente de sua constituição e buscando meios de expandir.

Sobre a curadoria:
Stephanie Dahn Batista
é Doutora em História pela Universidade Federal do Paraná - UFPR (2011), Mestre em História da Arte, Ciências Culturais, Ciências Políticas pela Westfälische Wilhelms-Universität, Münster (2000), possui graduação em História da Arte, Ciências Culturais, Ciências Políticas pela Westfälische Wilhelms-Universität, Münster (2000). Atualmente é professora associada III da UFPR no Departamento de Artes e foi Vice-Diretora do Setor de Artes, Comunicação e Design - SACOD (2018-2022 e 2022-2026). Tem experiência na área de Artes Visuais, atuando principalmente nos seguintes temas: história da arte, crítica de arte, corpo, gênero e mulheres nas artes visuais. Participa nos Grupos de Pesquisa do CNPq: Artes Visuais: Teoria, Educação e Poética e Núcleo de Estudos de Gênero. Realizou curadorias no Museu de Arte Contemporânea do Paraná e MusA-UFPR, atuou como coordenadora curatorial da Bienal Internacional de Curitiba (2013) e como curadora do Circuito Universitário da Bienal Internacional de Curitiba (CUBIC 2013-2019).


Luísa Lopes tem graduação em Licenciatura em Artes Visuais pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e é mestranda do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Estadual do Paraná – PPGAV/UNESPAR na linha de Teoria, Crítica e História da Arte. Sua atuação transita entre prática artística, curadoria e pesquisa. Participou com sua produção artística e visual em exposições individuais e coletivas no circuito de arte contemporânea de Curitiba, com trabalhos em pintura, desenho, gravura, fotografia, com destaque para as coletivas Mostra Desvio (2019) e, mais recentemente, Rituais do Feminino (2025). Atuou como auxiliar de curadoria e expografia em Elas no MusA (MusA-UFPR, 2023) e assinou curadoria e expografia de diversas exposições. Foi bolsista no Grupo de Estudos em Curadoria da Plataforma Estopim (2025) e integra a rede internacional de pesquisa e articulação em arte contemporânea BASA, onde atua como Liaison. É curadora, ao lado de Gui Zrenner, do Mulheres Arquivadas, projeto de práticas de pesquisa, curadoria e comunicação em artes visuais e literatura.


Enzo Schiffer é graduando em Bacharelado em Artes Visuais pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Sua pesquisa gira em torno de intermídia e publicação de artista, que resulta tanto na realização de encontros mensais do cineclube CineMagenta (2023-) quanto na direção artística de espetáculos musicais associados aos projetos de extensão Celebrando Grandes Álbuns (2023 e 2024) e LabVox (2024). Participa ativamente de publicações independentes de arte, seja como editor da Revista Adesiva (2023-) – tendo participado de suas 5 publicações –, seja como redator da Revista Repeteco (2025-), com a produção de textos críticos de música e cinema. A produção artística de Schiffer gira em torno da ligação entre as artes visuais e outros meios artísticos como a literatura, a música e o cinema.


Serviço
Corpos em Alta Tensão | Exposição do Acervo do MusA-UFPR 
Abertura: dia 28 de maio, quinta-feira, das 18h30 às 20h30
Período expositivo: maio de 2026 a junho de 2027
Visitação de segunda a sexta, das 9h às 12h e das 13h às 18h (exceto feriados)
Museu de Arte da UFPR (MusA-UFPR) – Rua XV de novembro, 695, 1º andar | Centro, Curitiba/PR
Entrada gratuita

Museu de Arte da UFPR - MusA

2ª a 6ª feira, das 9h00 às 12h00 e das 13h00 às 18h00

Sábados, domingos e feriados: Fechado.

Entrada Franca

Rua XV de Novembro, 695 | 1º andar

Centro | Curitiba | Paraná

 

musa@ufpr.br – 41-3310-2603

 

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