ZE ROBERTO
Nasceu em 1974 em Campo Mourão, PR e atualmente vive e trabalha em Curitiba. Graduado em Educação Artística – habilitação em Artes Plásticas – pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP/1999-UNESPAR). Foi um dos artistas selecionados na 1ª edição do Programa Bolsa Produção da Fundação Cultural de Curitiba (2006/07). Seus trabalhos elaboram questões relacionadas à imagem, com extensões no desenho, na gravura em metal, na serigrafia, na fotografia e em publicações.

ZÉ ROBERTO DA SILVA - Estimações
Técnica: Gravura em metal, água-forte sobre papel
| Dimensões: 39.5 x 29.5 cm
| Data: 2016
Descrição Formal do objeto
Gravura figurativa que exibe uma parede preenchida com diversos quadros com diversas imagens. Do lado esquerdo da imagem, há duas árvores plantadas em carrinhos, um de construção e o outro semelhante a uma banheira. Elas têm tamanhos diferentes, sendo a da esquerda maior e mais detalhada. A partir das árvores, os diversos quadros se estendem até a borda direita da imagem.
A imagem
Os quadros, que representam desde pinturas famosas da história da arte – como “O Grito”, “A Origem do Mundo” e “Noite Estrelada” – até figuras de microscópios e binóculos e cenários de praia, compõem uma obra repleta de referências visuais. O artista nos explica: “Estimações partiu do conceito de ‘valor’ ou uma estimativa. Formada por um rearranjo de coisas/imagens, abordando alguns ícones da história das Artes Visuais, ou procedimentos como a perspectiva, ou a ‘janela’ de realidade para a imitação”. Com cara de sala de estar, a obra é uma espécie de vitrine e nos convida à observação atenta, para tentar descobrir os ícones e valores que o artista escolheu para sua composição.
para refletir
O que ao artista quis nos dizer ao escolher referências universais e pessoais em sua composição, no que ele chama de “valor”? “O que os objetos têm a nos dizer ou o que eles dizem sobre nós? Como o artista explicou, seu trabalho partiu do conceito de “valor” e “estimativa” – na imagem ele escolheu coisas e objetos que, para ele, faziam sentido. E para nós? Como podemos nos apropriar dessa ideia sugerida pelo artista? O que estimamos nesse momento? O que antes apresentava valor e hoje parece não ter mais tanto sentido? Com base nas experiências que adquirimos ao longo da vida, construímos tudo aquilo que está à nossa volta. Significamos e ressignificamos, diariamente, nossos pertences, nossas memórias, nossas relações e nossos objetos, que povoam o nosso cotidiano e aos quais dirigimos nossa atenção. A paisagem encenada pelo artista em seu enquadramento nos leva a questionar a relação que estabelecemos com o mundo exterior.
técnica - gravura em metal
A água forte é uma técnica de gravura em metal que grava linhas utilizando ácido. Na água tinta, o ácido grava as áreas de tons. O processo de produção das matrizes é químico e se dá através da utilização de alguns líquidos corrosivos. A placa utilizada pelo gravador é pulverizada ou pintada com algum tipo de resina, que exerce a função de protetora do verniz. Assim, quando a placa entra em contato com o ácido, os grãos de açúcar ou areia, por exemplo, produzem uma textura que é responsável pelo tom acinzentado da obra. Esse tipo de gravura oferece, como resultado, um desenho composto de áreas tonais e não linhas, como a gravação a entalhe”. (FINAZZI, NAIARA, 2012).
REFERÊNCIAS
GEMPRAZ. Água-forte.
Disponível em:https://www.grempaz.com/blog/7928-ugua-forte - Acesso em: 16/09/2020.
PIRATININGA, Atelier. Água-forte.
Disponível em: http://atelierpiratininga.com/tecnicas/agua-forte/ - Acesso em: 15 /09/ 2020.
SILVA, José Roberto. Currículos e Contato.
Disponível em:https://j0zer0bert0dasilva.wordpress.com/curriculo/ - Acesso em: 15/09/2020.
Museu de Arte da UFPR - MusA
2ª a 6ª feira, das 9h00 às 12h00 e das 13h00 às 18h00
Sábados, domingos e feriados: Fechado.
Entrada Franca
Rua XV de Novembro, 695 | 1º andar
Centro | Curitiba | Paraná
musa@ufpr.br – 41-3310-2603
MusA - Museu de Arte da UFPR | - Hospedado pelo CCE - Centro de Computação Eletrônica da UFPR - desenvolvido por unigraf/proec - wmv